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Vícios e as festas de fim de ano

Vícios e as festas de fim de ano

Virada de ano e vícios: Adiar o início de um tratamento aguardando passar as festas de Natal e Ano Novo pode parecer uma decisão tentadora, mas é importante considerar as consequências dessa escolha.

Enquanto as luzes cintilantes e as melodias festivas começam a tomar conta do nosso cotidiano, somos instantaneamente transportados para a magia das festas de fim de ano. É um período de reencontros, risadas e alegrias compartilhadas, em que cada brinde parece prometer um pouco mais de felicidade.

No entanto, por trás desse cenário encantador, existe uma faceta pouco discutida: o aumento do consumo de substâncias e os comportamentos viciantes que, muitas vezes, acompanham as celebrações. Imagine que por trás de cada sorriso há um convite silencioso para exageros que podem deixar uma ressaca muito além da física.

Descubra mais sobre a dança delicada entre celebração e consumo, um tema que merece nossa atenção para que possamos redescobrir formas de festejar com harmonia e consciência. Afinal, não seria ainda mais mágico se o amor, e não os excessos, fosse o principal ingrediente das nossas celebrações?

 

O papel do álcool e drogas nas celebrações de fim de ano: tradição ou problema?

Nas festas de fim de ano, o papel do álcool e das drogas provoca um dilema entre tradição e problema, uma dualidade que não pode ser ignorada. Por um lado, há uma longa história de associar bebidas alcoólicas a rituais de alegria e comunhão, como forma de quebrar o gelo, relaxar e celebrar com amigos e família.

Contudo, a linha tênue entre aproveitar moderadamente e se entregar ao excesso frequentemente é cruzada, transformando o que deveria ser um momento de alegria em possíveis cenários de descontrole e arrependimento. O contexto de festas onde o consumo é socialmente incentivado pode mascarar comportamentos problemáticos, dificultando a percepção da necessidade de intervenção ou tratamento.

Assim, enquanto o álcool e as drogas podem, em um nível superficial, parecer elementos tradicionais de celebrações, é crucial refletir sobre os riscos que seu uso desmedido impõe, especialmente quando estes se traduzem na necessidade urgente de tratamento para abuso ou dependência.

 

Por que não se deve adiar o início do tratamento esperando passar as festas?

Adiar o início de um tratamento aguardando passar as festas de Natal e ano novo pode parecer uma decisão tentadora, mas é importante considerar as consequências dessa escolha. O tempo é um fator crucial em muitos planos de tratamento, especialmente em se tratando de vícios que podem progredir rapidamente, como o vício em jogos de azar, o abuso da cocaína e a dependência em crack.

Ao postergar o início do tratamento, arrisca-se a perder uma janela crítica de intervenção, o que pode resultar em complicações mais severas e tratamentos prolongados ou mais agressivos no futuro. Além disso, o adiamento pode aumentar o estresse e a ansiedade, dificultando ainda mais o retorno a uma rotina saudável após as festas.

Iniciar um tratamento antes dos períodos festivos pode proporcionar um alívio e uma sensação de bem-estar, permitindo que a pessoa desfrute melhor das celebrações, sabendo que está no caminho certo para recuperação ou controle de sua condição. Portanto, é essencial priorizar a saúde e dar início ao tratamento sem atrasos desnecessários, garantindo assim um cuidado integral e reduzindo possíveis riscos associados ao adiamento.

 

Os perigos que envolvem o dependente químico durante as celebrações de fim de ano

Durante as celebrações de fim de ano, o dependente químico enfrenta diversos perigos que podem agravar sua condição e aumentar a necessidade de tratamento. O ambiente festivo e a pressão social para participar de festas quando levam ao consumo excessivo de substâncias, resulta em uma maior probabilidade de brigas devido ao comportamento alterado e impulsivo.

Além disso, o uso de substâncias compromete as habilidades motoras e cognitivas, elevando os riscos de acidentes de trânsito que podem ser fatais ou causar danos irreversíveis. A necessidade de sustentar o vício pode levar muitos a contrair dívidas com o tráfico, criando um ciclo perigoso de violência e coerção.

O compartilhamento de seringas ou objetos usados para consumo, assim como comportamentos sexuais de risco sob influência de substâncias, aumenta o risco de transmissão de doenças como HIV e hepatites. O clima de euforia inerente às festas pode também impulsionar o uso combinado de drogas, o que eleva drasticamente o risco de overdose, uma situação que requer intervenções imediatas e intensiva busca por tratamento.

Exatamente por isso que se ressalta a necessidade dos familiares e amigos se manter atentos e apoiarem o dependente químico na busca por um tratamento adequado, haja vista a importância de um ambiente seguro e de suporte social, especialmente durante estes períodos festivos.

 

Alternativas saudáveis para celebrar sem excessos

Uma forma eficaz de celebrar com responsabilidade é substituir bebidas alcoólicas por opções não alcoólicas, como mocktails ou sucos naturais, que oferecem sabor e refrescância sem os efeitos adversos do álcool. Além disso, dedicar mais espaço para atividades e brincadeiras em grupo pode promover a interação e a diversão sem a necessidade de recorrer a álcool ou drogas.

Aproveitar esses momentos para redescobrir o prazer nas conversas e no convívio pode ser um ótimo tratamento para a socialização mais saudável. Para aqueles que sentem dificuldade em dizer não ao álcool ou a outras substâncias durante as festividades, buscar apoio e tratamento pode fazer uma grande diferença.

Como prevenção, participar de grupos de apoio ou consultar profissionais especializados pode ajudar a desenvolver estratégias que facilitem a manutenção do equilíbrio nessas ocasiões. Outra alternativa é buscar tratamentos naturais, como a prática de exercícios físicos ou sessões de meditação, que podem auxiliar no controle do estresse e na promoção do bem-estar emocional.

O mais importante é lembrar que as alegrias dessas celebrações vêm das relações e experiências compartilhadas, e não necessariamente das substâncias consumidas. Assim, preparar-se com antecedência e buscar alternativas saudáveis pode transformar essas datas comemorativas em momentos verdadeiramente especiais e conscientes.

 

Como identificar sinais de vício em amigos e familiares durante as festas

Durante as festividades, momentos de alegria e união podem, infelizmente, se tornar palco para o surgimento de comportamentos que levantam sinais de vício em amigos e familiares.

Reconhecer esses sinais é essencial para oferecer o apoio necessário e buscar tratamento. Mas quais são eles?

  1. Mudanças Comportamentais Evidentes: Durante as festas, amigos e familiares podem apresentar mudanças bruscas de comportamento. Se uma pessoa antes extrovertida se torna isolada, ou alguém geralmente calmo demonstra irritabilidade, isso pode ser um sinal de vício. Observar essas alterações é o primeiro passo para identificar a necessidade de tratamento.
  2. Negligência das Responsabilidades: Quando o vício começa a interferir no cumprimento das responsabilidades, mesmo em ambientes festivos, é um sinal de alerta. Faltas ao trabalho ou compromissos, mesmo durante as férias, podem indicar que é hora de buscar tratamento.
  3. Aparecimento Físico Alterado: Fique atento a mudanças no aspecto físico, como perda de peso drástica, olhos avermelhados ou olheiras profundas. Esses sinais podem ser indicadores de que a pessoa precisa de tratamento para vício.
  4. Aumento do Consumo de Substâncias: Durante as festas, é normal um aumento do consumo de álcool e outras substâncias. No entanto, se um amigo ou familiar demonstra um consumo excessivo ou incapacidade de controlar esse consumo, pode ser um sinal de vício que requer tratamento.
  5. Isolamento Social: Alguém que sempre gostou de festas pode começar a evitá-las, preferindo ficar sozinho ou em pequenos grupos. Esse comportamento pode indicar um vício emergente, e a pessoa pode precisar de tratamento para superar essa fase.
  6. Oscilações de Humor: Fique atento a mudanças repentinas de humor durante as festas, como passar de momentos de extrema felicidade para tristeza ou raiva intensa sem motivo aparente. Esses sinais emocionais podem indicar uma necessidade urgente de tratamento.
  7. Desinteresse pelas Festividades: Uma falta de interesse ou entusiasmo por eventos festivos que antes eram aguardados pode ser um sinal de vício. Essa apatia muitas vezes requer tratamento para ajudar a pessoa a recuperar o prazer nessas ocasiões.
  8. Conflitos Frequentes: Os conflitos constantes, especialmente se desencadeados por uso de substâncias, podem ser indicativos de vício. Se os desentendimentos com amigos e familiares se tornarem frequentes durante as festas, considere a possibilidade de tratamento.
  9. Justificativas e Mentiras: Quando confrontados, aqueles que lutam com o vício tendem a justificar o uso ou mentir sobre ele. Se você perceber que alguém próximo sempre tem desculpas para seu comportamento, pode ser um sinal de que o vício está presente e o tratamento é necessário.

Se atentando a esses sinais, já é de grande ajuda ao dependente químico que estará em um momento vulnerável, precisando de apoio e ajuda de quem mais confia.

 

Quando há a necessidade de realizar a internação involuntária

A internação involuntária é uma medida extrema adotada no tratamento de dependentes químicos, utilizada quando o indivíduo apresenta risco iminente à própria vida ou à de terceiros, e não possui discernimento para buscar ajuda por conta própria.

Este tipo de internação ocorre sem o consentimento do paciente, geralmente por determinação médica e com consentimento da família, sendo um recurso que visa proteger o dependente e proporcionar um ambiente controlado para iniciar o processo de recuperação. Em muitos casos, a internação involuntária é considerada após esgotarem-se todas as tentativas de tratamento ambulatorial e intervenções menos restritivas.

Durante este período, o paciente recebe acompanhamento médico, psicológico e terapêutico, essencial para estabilizar o quadro de saúde, reduzir a compulsão pela substância e promover a conscientização sobre a importância do tratamento contínuo após a alta, como passo fundamental para a reintegração social e a retomada de uma vida saudável e autônoma.

 

Estratégias que a família deve adotar a fim de não ser manipulada pelo dependente químico

Quando um membro da família enfrenta a devastação de uma dependência química, a manipulação emocional e psicológica muitas vezes se torna uma tática utilizada pelo dependente para evitar o que mais teme: o tratamento.

Em meio à tempestade de brigas frequentes que podem culminar em violência verbal ou física, a dissimulação pode envolver promessas vazias de mudanças ou manipulação de sentimento de culpa, tudo para desviar a atenção da necessidade urgente de tratamento.

Os familiares, sufocados pelas consequências de acidentes de trânsito causados por dirigir sob efeito de substâncias e assombrados pela crescente dívida com traficantes que não hesitam em ameaçar a segurança de todos, precisam se unir em estratégia firme e amorosa.

Fundamental é manter-se informados sobre os impactos severos, tais como os riscos de transmissão de doenças pelo compartilhamento de agulhas ou as potencialmente fatais overdoses.

Conseguir ver além das promessas vazias e reconhecer as manipulações é crucial para redirecionar a família para a solução: aceitar que a internação involuntária pode ser um passo necessário rumo à recuperação e ao tratamento que não só salva vidas, mas também reconstrói laços familiares abalados.

 

Comece o tratamento de quem você mais ama!

Ao longo de nossa jornada de vida, muitas vezes nos encontramos imersos em rotinas e obrigações que nos fazem esquecer de uma prioridade essencial: o cuidado com quem amamos e, primordialmente, consigo mesmo.

É fácil perder de vista a importância de tratarmos a nós mesmos e aos outros com carinho e atenção, especialmente em períodos de celebração, quando a correria dos preparativos pode ofuscar o verdadeiro significado dos momentos compartilhados. Por isso, ao dar início ao tratamento de quem você mais ama, é essencial começar essa jornada com um profundo autoexame e autorreflexão, para que possamos oferecer o nosso melhor ao mundo.

Ao proporcionar o cuidado necessário a nós mesmos, tornamo-nos mais aptos a estender esse amor e esse cuidado a quem nos cerca, construindo laços mais fortes e genuínos. Assim, ao cuidarmos de nosso bem-estar e de nossa saúde mental, tornamos essas celebrações mais significativas, centradas na conexão e no apoio mútuo, perpetuando a essência do verdadeiro espírito festivo.

Comece a cuidar de quem você mais ama e restaure o sentido maior da vida: viver bem!

 

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